Publicação: 21/03/2011 07:08 Atualização: 21/03/2011 08:07
A falta de políticas públicas no Brasil é apontada como um dos entraves que reduz os idosos a um problema familiar. Depois de trabalhar anos e anos, são poucas as benesses conquistadas, como o direito de não enfrentar filas em bancos e órgãos públicos e um lugar prioritário nos ônibus. E o envelhecimento populacional deve se acentuar nos próximos anos. “Se não conquistarmos políticas públicas, também vamos sofrer o mesmo daqui a uns anos”, alerta a presidente do Conselho Nacional dos Direitos do Idoso e do Conselho Municipal do Idoso, Karla Cristina Giacomin, de 43 anos.
Uma ação proposta por ela seria a disponibilidade de cuidadores públicos, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), para tomar conta dos vovôs e vovós, como ocorre no Canadá. A proposta possibilita que os filhos possam trabalhar e fazer suas atividades diárias. “Hoje, é obrigação da família cuidar dos idosos. O Estado precisa assumir uma parcela dessa responsabilidade”, diz a especialista em geriatra. Ela ratifica que muitas vezes a pessoa que cuida do idoso não escolhe estar naquela situação e sente-se estressada com a obrigação.
De acordo com projeções de crescimento populacional, até 2040, um em cada quatro brasileiros será de idosos, estando à frente do número de crianças, e é preciso adaptar as cidades a essa realidade. “Temos de parar de fingir que não vamos ficar velhos”, diz Karla.
Somos responsáveis por nossos vovôs e vovós, temos que dar toda a assistência necessária a eles.Mas claro que o governo e o estado também tem que dar a sua contribuição. Essa proposta de disponibilizar cuidadores de idosos para familias de baixa renda que necesitam trabalhar e não tem com quem deixar seus velhinhos, é uma boa iniciativa, prova que se cada um fizer a sua parte podemos reduzir o números de idosos abandonados pelas suas familias, um dado triste que acontece diariamente. atitudes como essa podem ajudar muito.
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