terça-feira, 22 de março de 2011

Aposentada cai no mesmo golpe três vezes em uma semana em SP


Estelionatários diziam à vítima que parente tinha se envolvido em acidente.
Dois criminosos foram presos em flagrante.

Do G1 SP -
22/03/2011 07h10 - Atualizado em 22/03/2011 07h29

Uma aposentada de 84 anos perdeu R$ 13 mil em uma semana em um golpe aplicado por quatro estelionatários. Por telefone, os criminosos disseram à idosa que uma sobrinha dela havia se envolvido em um acidente de carro e precisava de dinheiro para tirar o carro da oficina.
Em outros dois telefonemas, os estelionatários disseram que a sobrinha da vítima teve que dar entrada em um hospital e precisava de verba para arcar com o tratamento. Uma integrante do grupo se identificava como a sobrinha da idosa.
Após dar dinheiro para os criminosos por três vezes, a idosa, acompanhada por parentes, procurou a polícia. Enquanto conversava com os policiais, ela recebeu várias ligações solicitando mais dinheiro.
Orientada pela polícia, ela marcou um encontro com um motociclista para entregar o dinheiro. Ele apareceu no local combinado e acabou sendo preso em flagrante. Segundo a vítima, era ele que a acompanhava até o banco para que ela retirasse o dinheiro.
Um homem que agia com ele também foi detido. Eles vão responder por crime de extorsão e formação de quadrilha. Os outros suspeitos ainda não foram presos.

sexta-feira, 18 de março de 2011

DENÚNCIAS CONTRA MAUS TRATOS IDOSOS

Jornal Futura Reportagem Idosos Mercado de Trabalho

Asilo que abriga idosos em condições desumanas é lacrado na Grande BH


Plantão | Publicada em 09/06/2010 às 21h41m
Globo Minas


 
BELO HORIZONTE - Idosos foram encontrados em estado de abandono em um asilo, em Ribeirão das Neves, na região metropolitana de Belo Horizonte. Segundo a fiscalização da PM e da Prefeitura, o local não oferecia as mínimas condições de higiene. A casa foi lacrada, mas os 35 idosos e portadores de necessidades especiais que moram no local, por falta de um abrigo público na cidade, irão continuar na residência.
A denúncia à Polícia Militar partiu do Ministério Público. No local havia suspeita de que os moradores viviam em situação precária e seriam vítimas de maus tratos.
Na residência, seis idosos dormem em um cômodo de apenas 10 metros quadrados. A cozinha da casa também virou quarto, mas está sem luz. O corrimão, usado para quem ter dificuldade de locomoção, está solto. Além disso há fiação exposta, infiltrações e um dos quartos alaga quando foge. O banheiro é dividido entre homens e mulheres. Não há ralo no chuveiro e o chão é cheio de sujeira.
No quintal há móveis velhos, cadeiras de rodas e eletrodomésticos velhos, além de roupas espalhadas.
- Falta higiene. Tem as questões de saúde, estrutura física incompatível no local. Há muito mofo, sujeira, falta de lavanderia, falta segurança e os asilados andam descalços com feridas expostas - diz Cárita Borges, fiscal da Prefeitura
Além de todas as irregularidades, a documentação do asilo também não está em dia. Um alvará de funcionamento está vencido e o outro, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) sequer existe.
A casa foi lacrada e os donos têm 30 dias para regularizar a situação. A Prefeitura de Ribeirão das Neves informou que vai tentar localizar as famílias dos internos pra que eles sejam removidos. E também vai tentar a transferência dos outros idosos para asilos da região. Uma outra dona do asilo não quis gravar entrevista.

Asilos de BH podem ser fechados por falta de infra-estrutura.


Publicação: 17/12/2010 09:37 Atualização: 17/12/2010 09:52 

Infraestrutura precária, falta de profissionais especializados, descaso no atendimento médico e na distribuição de medicamentos e problemas de higiene. Devido ao repasse insuficiente de recursos por parte da Prefeitura de Belo Horizonte, asilos da capital podem fechar as portas no ano que vem. O déficit dos lares de idosos chega a R$ 40 mil por mês dependendo da unidade, o que obriga os diretores a buscarem fontes alternativas de arrecadação para impedir o fechamento. Ontem, cerca de 40 representantes das instituições estiveram na prefeitura para entregar ao prefeito Marcio Lacerda (PSB) carta denunciando más condições dos abrigos.

O município repassa somente R$ 184 por mês para custeio de cada idoso, mais a alimentação. Além do déficit no total destinado aos asilos, o montante para as refeições é pouco mais de R$ 2 diários por pessoa. Segundo o secretário municipal de Políticas Sociais, Jorge Nahas, somado o valor dos alimentos, a prefeitura aumenta o gasto em cerca de R$ 70 por idoso. O secretário municipal de Comunicação Social, Régis Souto, argumenta que o custo da produção de uma refeição nos restaurantes populares é de R$ 4, ou seja, o total repassado seria suficiente para custear meio prato de almoço ou metade do café da manhã.

Na capital há 25 asilos, que atendem 805 idosos, mas só 18 têm convênio com a prefeitura. Cálculos mostram que o município contribui com menos de um quinto do valor necessário para cada idoso. A estimativa é de que os gastos variam entre R$ 1 mil e R$ 1,8 mil por mês. O pedido dos representantes é que a PBH assuma o pagamento desta quantia. Com isso, seriam necessários aproximadamente só R$ 1,2 milhão dos cofres públicos. “É um dever do poder público, que não é cumprido”, diz a secretaria do Conselho Estadual do Idoso, Silvânia Barrozo. A previsão dela é de que no próximo ano pelo menos quatro unidades sejam fechadas por falta de verbas. “São entidades filantrópicas. Ninguém quer embolsar recursos”, diz.

ESTATUTO

A planilha de custos do Lar Santo Antônio de Pádua, em Venda Nova, por exemplo, mostra que a prefeitura arca só com 16,53% do total gasto mensalmente com 38 idosos. A contribuição insuficiente obriga a busca por outros recursos, como produção de festas, promoções, leilões, bazares, venda de bens móveis e imóveis doados e a coleta de dinheiro.

Devido ao problema, o asilo não assinou Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) proposto pelo Ministério Público, prevendo a contratação de profissionais graduados para atender os idosos e outras melhorias na estrutura da unidade. Segundo o diretor da instituição, Ernani Gonçalves dos Santos, não há condição de cumprir o que foi pedido, dada a falta de recursos e o prazo insuficiente. “O poder público não faz sua parte e, assim, não temos como assumir”.

De acordo com o Estatuto do Idoso, a unidade deveria contar com terapeuta ocupacional, fisioterapeuta, nutricionista, psicólogos e assistentes sociais, mas o lar só tem no quadro de funcionários um dos especialistas. Caso fosse feita a contratação de todos, as despesas aumentariam em mais de R$ 10 mil.

Segundo o secretário municipal Jorge Nahas, a prefeitura estuda apresentar uma proposta para aumentar o repasse, mas não informa quanto será. “Vamos elaborar um diagnóstico do custo dos idosos e das condições das estruturas físicas dos asilos”, diz, mas admite não haver verba prevista para este fim no orçamento do ano que vem.

quarta-feira, 9 de março de 2011

Bem Receber Copa

Projeto "Bem Receber Copa" é lançado em BH com novidades

© Divulgação Bem Receber Copa - Divulgação Bem Receber Copa
Na manhã da última quarta-feira (02), no auditório do Senac Minas no centro da capital, o projeto "Bem Receber Copa" foi apresentado pela ABETA - Associação Brasileira de Empresas de Ecoturismo e Turismo de Aventura - em um seminário para cerca de 80 pessoas. Empresários e profissionais do trade turístico em Minas Gerais estavam presentes. O projeto tem a missão de qualificar e certificar profissionais que já atuam no setor para dar mais segurança e credibilidade nos serviços oferecidos para os visitantes de todo o mundo.


Utilizando a Copa do Mundo de 2014, que será realizada no Brasil, como gancho, a ABETA, em parceria com o Ministério do Turismo, lançou o projeto que irá beneficiar cerca de 8.000 profissionais do Ecoturismo e do Turismo de Aventura em todo o país.


Segundo o presidente da ABETA, Jean Claude Razel, além da qualificação de todos que irão trabalhar durante o maior evento do esporte, o mais importante é o a Copa irá deixar para o país. "Um intenso trabalho será realizado para qualificação de pessoas no Ecoturismo. Serão cerca de 8.000 trabalhadores beneficiados. Mas o importante é o legado que a Copa vai deixar", afirma Jean.


A ABETA irá ministrar os cursos em vários locais no Brasil, já a partir desse ano. Serão cursos nas áreas de gestão empresarial, de condutores das áreas de preservação e gestores de unidades de preservação. A entidade irá oferecer todos os cursos gratuitos, o que de certa forma irá incentivar ainda mais os profissionais do setor a se qualificarem e buscar uma melhor profissionalização do turismo no Brasil.



Fonte: http://www.descubraminas.com.br/Noticia/NoticiaDetalhe.aspx?cod_noticia=2147

O ecoturismo como alternativa de desenvolvimento sustentável

O mundo vê hoje o ecoturismo como uma forma de se alcançar altos lucros. Entretanto, tal concepção gera preocupação de não se ter a sustentabilidade tanto cultural, social, natural e econômica do local onde se vai desenvolver a atividade. Pois sem um planejamento adequado, às conseqüências serão impactos negativos para a comunidade receptora e para o ecossistema local. A atividade ecoturística, deve levar em consideração um planejamento adequado para o local, que contribuirá para a diminuição dos impactos ambientais causados na fauna e flora..
O crescimento do ecoturismo no Estado do Pará provoca a necessidade de levar ao conhecimento dos paraenses e do Brasil, a necessidade de se conservar a natureza, onde não apenas aqueles que estão envolvidos no Turismo se preocupam com o seu futuro, pois a cada dia muitos se envolvem com a questão e precisam conhecer um pouco mais o que a atividade ecoturística deve fazer para utilizar os recursos naturais e culturais de maneira sustentável.
Assim o objetivo deste artigo, é apresentar a todas as pessoas que estão envolvidas no contexto do ecoturismo, a relação de preservação versus desenvolvimento, através de atividades ecoturísticas. A metodologia será a qualitativa, pois a observação dos fenômenos sociais, implica a participação do pesquisador no universo onde ocorre o fenômeno escolhido (DENCKER, 1998, p.97). Neste trabalho, usou-se levantamento bibliográfico referente a desenvolvimento sustentável e ecoturismo.
Com isso, através do levantamento bibliográfico e sua interpretação, foi possível elaborar este artigo: "O ecoturismo como alternativa de desenvolvimento sustentável", pois tivemos a base teórica necessária para propiciar uma visão daquilo que pode ser benéfico para a sociedade em relação às atividades ecoturísticas.
O artigo após iniciar com a Introdução, aborda em seguida no Desenvolvimento do Tema com dois tópicos, são eles: Os conceitos de ecoturismo X Desenvolvimento sustentável, onde se desenvolvem os conceitos dos mesmos; e Atividades ecoturísticas que utilizam a alternativa do desenvolvimento sustentável, que além de mostrar as características dos projetos, também coloca a relação deles com o desenvolvimento sustentável. E na conclusão do artigo, estão as Considerações Finais, descritas pelo autor, que busca acima de tudo contribuir para o debate acadêmico sobre o ecoturismo e o desenvolvimento sustentável.
Os conceitos de ecoturismo X Desenvolvimento sustentável
O termo "ecoturismo" teve sua origem na década de 60 do século passado, pois foi usado para "explicar o intricado relacionamento entre turistas e o meio ambiente e culturas nos quais eles interagem" (HETZER, 1965 apud FENNELL, 2002, p. 42). Hetzer ainda identificou quatro características fundamentais a serem seguidas pelo ecoturismo, são elas: "(1) impacto ambiental mínimo; (2) impacto mínimo às culturas anfitriãs; (3) máximos benefícios econômicos para as comunidades do país anfitrião; e (4) satisfação "recreacional" máxima para os turistas participantes" (apud FENNELL, 2002, p.42). Com isso, o conceito de ecoturismo se desenvolveu, pois as sociedades passaram a se preocupar com os impactos negativos que praticavam ao meio ambiente, colocando em discussão novas formas de se praticar uma forma mais responsável de Turismo, por exemplo, o turismo relacionado ao meio ambiente e culturas de uma sociedade.
Após a publicação do Relatório de Brundtland em 1987, que teve como finalidades fazer um balanço do desenvolvimento econômico em nível mundial, destacar as principais conseqüências sócio-ambientais desse modelo de desenvolvimento, e propor algumas estratégias ambientais de longo prazo visando um desenvolvimento sustentável (CMMAD, 1991 apud SOUZA, 1994), o mundo tem buscado novas alternativas de enfatizar o desenvolvimento sustentável, pois tanto sua teoria quanto sua prática ainda estão em processo nas várias áreas do conhecimento. No Turismo umas das alternativas de desenvolvimento sustentável têm sido buscadas através do ecoturismo. Segundo Wearing e Neil, o ecoturismo surgiu, "[...] para oferecer uma opção de desenvolvimento sustentável a [...] comunidades [...], proporcionando um incentivo para conservar e administrar as regiões naturais [...] pode ser uma alternativa à extração voraz de recursos florestais [...]" (2001, p. VII - VIII).
Os autores caracterizam o ecoturismo como sendo a resposta aos problemas causados pela falta de um desenvolvimento sustentável, mostrando assim ser a alternativa possível. Isto porque os autores consideram que o ecoturismo pode vir a diminuir a exploração dos recursos florestais, gerar lucro e receita para administrar as áreas de proteção, e dessa forma, efetivar o discurso do desenvolvimento sustentável.
Para Lindberg e Hawkins ecoturismo, "é satisfazer o desejo que temos de estar em contato com a natureza, é explorar potencial turístico visando à conservação e desenvolvimento, é evitar o impacto negativo sobre a ecologia, a cultura e a estética" (1999, p. 18). Os autores tentam explicar que o contato do ser humano com a natureza, causa impactos de várias formas e por isso o ecoturismo deve centralizar seus esforços na conservação e desenvolvimento do meio ambiente. Mas é claro que alcançar esse objetivo não é fácil, pois o impacto negativo provocado pela exploração turística pode, por exemplo, extinguir algumas espécies de animais silvestres.
Mas para Molina o autêntico ecoturismo, "não é um produto a mais no mercado [...] sim [...] um turismo de nova geração, regido por um conjunto de condições que superam a prática do turismo convencional de massas" (2001, p. 160). O autor destaca que o ecoturismo é uma nova concepção de Turismo que supera as práticas convencionais, considerando-o como novo, devido às características que apresenta de conservação e educacional. Isto não quer dizer que o mesmo deixe de precisar dos serviços básicos existentes no Turismo de massas. Entretanto, tais serviços devem ter funções diferentes, ou seja, um planejamento que esteja adequado às condições da realidade local.
Wearing e Neil (2001), afirmam que o ecoturismo envolve quatro elementos fundamentais, 1) noções de movimento ou viagem (a área deve ser o mais natural possível); 2) baseia-se na natureza; 3) induz à conservação; 4) tem papel educativo. Esses fundamentos priorizam a idéia de mitigar impactos ao meio ambiente e conscientização ambiental. Os princípios básicos que esses autores colocam são vários, tais como estimular a compreensão dos impactos do Turismo sobre o meio natural, cultural e humano. Entretanto o que se pode destacar é a busca por tomada de decisões planejadas em todos os segmentos da sociedade, inclusive com o envolvimento das populações locais, de modo que o Turismo e outros usuários dos recursos naturais e culturais possam utiliza-los considerando que eles têm uma finitude.
Em se tratando de ecoturismo, Ruschmann considera como sendo estruturais para o desenvolvimento sustentável dos recursos ou localidades turísticas, as seguintes medidas, "[...] determinar restrições de acesso e desenvolvimento; impor cotas ou custos extras que limitem a instalação de equipamentos receptivos; delegar poder de decisão às autoridades competentes, responsabilizando-as [...] pelas decisões que envolvem o desenvolvimento" (1994, p. 35). Essas medidas colocadas por Ruschmann, buscam dar uma base para se formar um desenvolvimento sério do ecoturismo, pois somente através de critérios técnicos - científicos não surgirão planos de desenvolvimento, como ocorreu na década de 60 do século passado na Amazônia, impostos pelo Governo Federal e portanto sem o envolvimento das comunidades.
O ecoturismo pode ser caracterizado também como sendo um meio para o aumento da compreensão dos valores ambientais. Isto devido à mudança do modo como a natureza é vista pela sociedade. Para se alcançar um equilíbrio entre ser humano e natureza, é preciso verificar a sustentabilidade, a conservação e o fortalecimento da comunidade receptora de atuação do ecoturismo. Esses seriam alguns princípios básicos a se seguir.
A demanda de Turismo para áreas naturais e selvagens é grande, e continua a crescer, porém, os empresários que exploram a atividade do Turismo nessas áreas, não se preocupam em incluir no planejamento das atividades, a comunidade local. O ideal seria que as comunidades dos locais explorados, tivessem participação efetiva do desenvolvimento da atividade. Isso devido na maioria das vezes, haver o perigo da imposição cultural dos turistas que irão freqüentar o local das atividades turísticas.
Para se buscar uma nova abordagem da atividade turística, o ecoturismo é de fundamental importância, já que oferece um meio alternativo às práticas operacionais do Turismo. O ecoturismo não será uma nova "indústria" praticada na natureza, mas sim uma forma de dar vivência ao indivíduo ou grupo, afetando suas atitudes, valores e ações nesse ambiente. Com isso, pretende-se conduzir as pessoas a manterem os ambientes naturais e fortalecer as comunidades receptoras, objetivando a sustentabilidade e conservação de ambos.
Contudo, apesar do ecoturismo ser uma ferramenta a favor do desenvolvimento sustentável, algumas comunidades não têm obtido os benefícios esperados, pois o objetivo colocado em prática tem sido o lucro imediato e não o desenvolvimento através dos princípios defendidos pelo ecoturismo. Esse problema ocorre não apenas com empresários, mas também com governos de países que vêem no ecoturismo uma solução para os problemas de desenvolvimento, ou seja, usam-no para suprir a falta de empregos e conseguir capital para infra-estrutura. Dessa forma, se faz necessário elaborar novas estratégias de gestão, para separar o ecoturismo do turismo de massa, pois esta é a visão que alguns países têm sobre o mesmo, não observando a participação da comunidade local nesses planos.
Sobre esta questão Neiman critica o ecoturismo, pois "de nada adianta fazer ecoturismo [...] se não há estudos de capacidade de suporte [...] infra-estrutura adequada e não - impactante, [...] normas que regulamentem e excluam empresas especializadas [...]" (2002, p. 178). Assim, entende-se que é preciso cumprir várias etapas antes de se ter o ecoturismo funcionando de maneira correta e como alternativa do desenvolvimento sustentável, pois os elementos colocados pelo autor, ainda não estão vigorando e talvez demore de acontecer, assim o ecoturismo não irá se desenvolver, pois enquanto esses dilemas prevalecerem tudo permanecerá igual. Para alcançar todos os aspectos levantados por Neiman, é preciso iniciar estratégias de planejamento para poder alcança-los.
Pode-se perceber que o desenvolvimento sustentável é o tipo de desenvolvimento que pode se buscar no ecoturismo, pois são conceitos correlatos, visto que a definição e o fim de ambos estão interligados, propiciando desde então mecanismos para o desenvolvimento das comunidades. Esses mecanismos seriam as estratégias e planos elaborados pelos empresários e governos, baseados na sustentabilidade e conservação utilizados no ecoturismo, que tem por objetivo a participação das comunidades locais nesse processo, causando assim o desenvolvimento sustentável para todos os envolvidos.
Atividades ecoturísticas que utilizam a alternativa do desenvolvimento sustentável
Podemos citar assim, como exemplo de uma atividade ecoturística voltada para o desenvolvimento sustentável, o Projeto Mamirauá onde a sustentabilidade tem dado certo com o desenvolvimento da economia local. Pois a Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá foi a primeira unidade de conservação desta categoria implantada no Brasil, em 1997, sendo fundada pelo biólogo José Márcio Ayres, mas seu início se deu em 1990 como uma Reserva Ecológica. Agora a mesma é um Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá (2004), devido decreto de 7 de julho de 1999, tendo como dois de seus principais objetivos promover o desenvolvimento sustentável em articulação com a população local e também conservar e preservar o meio ambiente Amazônico na Região do médio Solimões, onde está localizado o projeto.
Segundo Lemos (1996, p. 151), o ecoturismo é "[...] a rede de serviços e facilidades oferecidas para a realização do turismo em áreas com recursos turísticos naturais, sendo considerado também um modelo para o desenvolvimento sustentável da região". Mas é preciso levar em consideração vários aspectos importantes no desenvolvimento do ecoturismo, como por exemplo, integrar o turismo ao meio ambiente mediante uma arquitetura adaptada; preservar e valorizar o patrimônio natural, histórico e cultural das comunidades no qual a atividade seja desenvolvida; deve haver a participação das comunidades locais e a conscientização das populações locais, empreendedores turísticos e dos turistas da necessidade de proteger o patrimônio como um todo.
O potencial de uma atividade ecoturística, também pode ser visto no Estado do Amazonas, pois o ecoturismo como meio de sustentação da comunidade do município de Silves está sendo beneficiada desde 1994, com a construção de um hotel através da Associação de Silves pela Preservação Ambiental e Cultural (ASPAC) e a World Wildlife Fund (WWF), chamado de Aldeia dos Lagos, que se tornou auto-sustentável gerando um lucro de R$ 25 mil, causando assim investimentos no manejo e fiscalização da reserva dos lagos que compõem a região. Este projeto visou dessa forma, recuperar e conservar os estoques de peixe que estava ameaçada pela pesca comercial (WWF, 2004). Essa iniciativa, somente reforça a idéia que projetos de ecoturismo bem planejados, executados e monitorados, com o apoio de Organizações Não - Governamentais (ONG), empresários conscientes de seu papel na sociedade e o envolvimento da comunidade, proporcionam realmente a estratégia de desenvolvimento sustentável.

Considerações Finais
Na atualidade o Turismo é uma das atividades econômicas mais importantes, onde se destaca o segmento do ecoturismo. Este por sua vez torna-se uma atividade que tem direta relação com o desenvolvimento sustentável, haja vista que ele tem interdependência com os setores econômicos, sociais, ambientais e culturais, objetivando a preservação dos recursos naturais e culturais, com vista a garantir a sustentabilidade da comunidade local onde é desenvolvido.
Com base nas colocações acima mencionadas, este artigo apresentou através dos dois exemplos das atividades ecoturísticas, como o Projeto Mamirauá e a Associação de Silves pela Preservação Ambiental e Cultural (ASPAC), a visão de que estes projetos contribuem com a sustentabilidade da sociedade em que atuam, pois buscam utilizar os princípios do ecoturismo como uma alternativa do verdadeiro desenvolvimento sustentável, caracterizado em suas ações como: recuperar e conservar os estoques de peixe que estavam ameaçados e também conservar e preservar o meio ambiente das comunidades locais do seu entorno.

Fonte:http://www.revistaturismo.com.br/artigos/eco-desenvsust.html