terça-feira, 19 de abril de 2011

Depressão atinge 9,2% dos idosos no Brasil.

O GLOBO -publicada 24/09/2010 - 11h39mim.

Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD 2010), do IBGE, mostram que a população de idosos no Brasil cresce em ritmo consistente e num número maior do que o de pessoas que nascem. Com isso, aumenta o índice de doenças no grupo de 21 milhões de brasileiros que têm mais de 60 anos. De acordo com a Síntese de Indicadores Sociais, quase metade dos idosos do país (48,9%) sofre de mais de uma doença crônica. E uma das mais graves é a depressão, queixa de 9,2%. A notícia boa é que este problema tem controle e o indivíduo recupera sua qualidade de vida. Segundo especialistas, o diagnóstico precisa ser bem feito para afastar a hipótese de a depressão estar associada a um déficit cognitivo e a alguma forma de demência. O psiquiatra Felipe Kenji Sudo explica que os sintomas na terceira idade são semelhantes aos da doença em faixas mais jovens, mas têm particularidades. Por exemplo, nem todos se mostram tristes.
- Nos idosos, a depressão costuma ser acompanhada de sonolência, mas também de falhas de memória, mudanças de comportamento, como agitação, irritação. A pessoa se torna calada, pouco espontânea e demonstra perda de interesse em atividades, inclusive de lazer - explica Sudo.
Se a pessoa nunca sofreu de depressão ou não tem histórico familiar, é preciso investigar ainda maior rigor. A depressão nesse grupo pode se confundir e coexistir algum tipo demência, alerta o psiquiatra.
Por meio de consultas clínicas, testes neuropsicológicos e exames de imagens, como a ressonância magnética, o médico pode ver se é apenas depressão ou há outras doenças associadas. A depressão pode ser de origem vascular, causada por exemplo por pressão alta, a doença mais prevalente em idosos brasileiros: 53,3%, segundo o IBGE.
- Pequenas isquemias por doenças cardiovasculares podem destruir circuitos neuronais no cérebro e desencadear depressão - diz Sudo. - Mui$pacientes com Alzheimer têm depressão por perda de neurotransmissores.
No tratamento os médicos podem associar medicamentos e psicoterapia. A escolha do fármaco requer atenção especial: remédios que em outra faixa agem em quatro a seis semanas, em idosos demoram de oito a 12 semanas.
- Alguns antidepressivos podem causar problemas de memória, propensão a quedas, aumento de peso. Além disso, os idosos já tomam remédios para outras doenças e é preciso ver os riscos relacionados a possíveis interações - explica o médico.
Só a droga não resolve. Os médicos recomendam prática de atividade física como medida muito eficaz contra a depressão, sem falar que o exercício aumenta a força, dando mais autonomia ao idosos:
- Não adianta eles terem tudo em casa, conforto, segurança, se não interagirem socialmente. Entram em depressão do mesmo jeito.


Faltam geriatras no Brasil Cuidar de Idosos

Na saúde, a falta de médicos geriatras ameaça a vida de milhares de idosos no brasil. Nessa área, não há investimento há muito tempo.

Edição do dia 16/12/2010 - Bom dia Brasil.

16/12/2010 07h40 - Atualizado em 16/12/2010 07h58


O Brasil tem um geriatra para cada cinco mil idosos. O recomendável, de acordo com a Sociedade Brasileira de Geriatria, seria um para cada mil. Os números mostram que faltam cinco mil médicos nessa área. O país ganha todo ano quase 800 mil idosos. Por que faltam geriatras no Brasil?

A cada dois meses Dona Norma, de 81 anos, vai ao geriatra. A consulta é demorada e leva, pelo menos, uma hora e meia. Dona Norma não tem uma doença, só os problemas comuns à idade. O equilíbrio já não é mais o mesmo. As quedas preocupam a família e o médico. A memória também anda falhando um pouco.

O médico verifica o peso e a pressão, faz o exame clínico, mas a consulta não acaba. Qualquer dúvida, a acompanhante de Dona Norma, Ilzamar, liga para ele de dia ou até mesmo de noite. “Nós temos sempre um SOS pra falar com o doutor Sérgio”, comenta Ilzamar.

“O segredo é estar sempre acompanhando e equilibrando o organismo dela. Fico atento aos detalhes e às coisas especificas e pertinentes às pessoas de idade”, disse o médico Sérgio Telles.

São raros os brasileiros que, como a Dona Norma, tem o acompanhamento de um geriatra. O país inteiro tem apenas 922 médicos especializados em geriatria para uma população de 21 milhões de pessoas acima de 60 anos.

De acordo com dados da Sociedade Brasileira de Geriatria, desses 21 milhões de brasileiros, pelo menos cinco milhões têm problemas de saúde e precisariam do acompanhamento de um geriatra. Pelos cálculos, faltam cinco mil desses profissionais no mercado.

Quando se observa o mapa de distribuição de geriatras em todo Brasil é ainda mais impressionante. São Paulo tem 410 profissionais. O Rio de Janeiro tem apenas 78. Os estados do Nordeste têm menos ainda: 11 em Pernambuco e seis na Paraíba e no Maranhão, por exemplo. Mas na Região Norte a situação preocupa: Amapá, Amazonas e Tocantins têm apenas um geriatra cada.

Geriatria não faz parte do currículo de graduação de medicina no Brasil. O país inteiro tem apenas 21 cursos de pós-graduação e 60 vagas de residência na especialidade. A presidente da Sociedade Brasileira de Geriatria, Silvia Pereira, aponta mais uma causa para a falta de profissionais nessa área.

“É uma consulta longa no consultório e é uma consulta longa fora do consultório. Isso as pessoas não querem. Elas querem ficar mais livres, receber seu salário e ir embora. É uma especialidade de muito trabalho”, observa a presidente da Sociedade Brasileira de Geriatria.

O que acontece, na prática, é que a maioria dos idosos brasileiros não se trata com especialista em geriatria. Quando tem um problema, vai ao clínico geral, ao cardiologista ou ao ginecologista. Em uma turma de 30 idosos da Universidade Aberta da Terceira Idade, no Rio de Janeiro, só Rodelita e Tadeu têm geriatras e garantem que faz a maior diferença no tratamento especializado.

“O geriatra não enche o paciente de medicamentos. Ele conhece imediatamente o que você necessita no organismo”, diz a aposentada Rodelita Vasconcelos.

“Ele examina tudo e vê articulações. É todo trabalho especializado que é importante para o idoso. Quem puder ter, eu recomendo”, comenta o aposentado Tadeu de Carvalho.

Para o estudante ou profissional de medicina, clientela é o que não falta. A expectativa de vida dos brasileiros aumenta de geração em geração.

Cuidados com idosos mobilizam as famílias

http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1363776-7823-CUIDADOS+COM+IDOSOS+MOBILIZAM+AS+FAMILIAS,00.html

Idosos brasileiros movimentam R$ 255,6 bi por ano




O Brasil tem 21 milhões de pessoas com mais de 60 anos que movimentam R$ 255,6 bilhões por ano - 68,1% desse total são benefícios de aposentadoria, pensão por morte e assistência social, de acordo com as contas do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Só na Previdência Social o país gasta 14% do Produto Interno Bruto (PIB, conjunto de bens e serviços do país), e os dados oficiais registram déficit de R$ 41,9 bilhões.
Na última década, a proporção de idosos passou de 8,8% para 11,1% do total da população, numa expansão mais rápida do que em muitos países europeus, mostra reportagem de Fabiana Ribeiro, que abre uma série sobre idosos que começa a ser publicada neste domingo pelo jornal O GLOBO.
De acordo com a reportagem, o envelhecimento populacional é resultado de conquistas do passado, como queda na mortalidade infantil e avanços na saúde. Some-se a isso a redução na taxa de fecundidade brasileira que possivelmente fará com que, a partir de 2030, a população comece a encolher. Em paralelo, o total de idosos começaria a ultrapassar o de jovens de 15 a 29 anos, prevê a pesquisadora Ana Amélia Camaramo, do Ipea.
- O Brasil desfruta de uma das maiores conquistas sociais da segunda metade do século XX, verificada em quase todo o mundo: a redução da mortalidade em todas as idades. Isso resultou no aumento da esperança de vida, em que mais e mais pessoas atingem idades avançadas. Uma das certezas que se pode vislumbrar para o futuro próximo é o crescimento a taxas elevadas de idosos vivendo mais tempo.
Embora a conquista mereça ser comemorada, o envelhecimento aumenta a despesa previdenciária - explicou a especialista do Ipea.
E não há consenso sobre as medidas que devem ser adotadas para sanar o déficit previdenciário. Vinicius Pinheiro, especialista sênior para a América Latina da Organização Internacional do Trabalho (OIT), já houve avanços na discussão brasileira, como a inclusão da expectativa de vida no cálculo previdenciário.
- O Brasil envelheceu mais rapidamente nos últimos 30 anos do que a Inglaterra nos últimos 100. É claro que isso vai significar uma pressão sobre as contas da Previdência, principalmente porque não existe no Brasil uma idade mínima para receber a contribuição - diz.

José Márcio Camargo, professor do Departamento de Economia da PUC-Rio, faz os cálculos: o Estado brasileiro gasta 15,6 vezes mais com os idosos do que na educação de suas crianças.
- O país deveria investir mais no futuro, ou seja, nas crianças. É claro que mantendo o bem-estar dos idosos. Mas o sistema é bastante benevolente com o idoso - disse Camargo, para quem os gastos com saúde dos idosos vão continuar a crescer, devido ao envelhecimento.
Além das questões financeiras, o "direito de envelhecer" esbarra no preconceito da sociedade brasileira, ponderou o cientista social José Carlos Libânio, ex-coordenador de desenvolvimento humano da Organização das Nações Unidas (ONU)-Brasil:
- Uma das queixas que atravessa gerações é o desrespeito ao idoso. Ao contrário do que acontece em outros países, como o Japão, o Brasil discrimina e desvaloriza o seu idoso. De certa maneira, os próprios idosos se desvalorizam: muitos entendem que o idoso é sempre o "outro". Mas, muitas vezes, o desrespeito vem da própria família - diz.

http://extra.globo.com/noticias/economia/idosos-brasileiros-movimentam-2556-bi-por-ano-207988.html

O custo da proteção à saúde dos idosos

http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1372768-7823-SAIBA+MAIS+SOBRE+O+CUSTO+DA+PROTECAO+A+SAUDE+DOS+IDOSOS,00.html

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Cientistas descobrem cinco genes relacionados ao Alzheimer

Publicação: 03/04/2011 16:44 Atualização: 03/04/2011 16:46 - Jornal Estado de Minas.

 

Um grupo internacional de cientistas anunciou neste domingo a descoberta de cinco genes relacionados ao início do mal de Alzheimer, dobrando o número de variantes genéticas conhecidas que favorecem o surgimento da forma mais comum da doença. A descoberta, publicada no jornal Nature Genetics, pode fornecer pistas para as causas da complexa e incurável enfermidade, além de ajudar os médicos a prever casos de maior risco, segundo os cientistas.

No maior dos estudos realizados até o momento, cerca de 300 cientistas de dois consórcios sequenciaram os genomas de 54 mil pessoas - algumas afetadas pela enfermidade, outras não - para trazer à tona as novas variações genéticas identificadas. Os dois projetos começaram independentemente, mas depois trocaram seus dados, permitindo que cada grupo confirmasse as descobertas gerais.

Segundo o principal idealizador de um dos estudos, o pesquisador Gerard Schellenberg, da Escola de Medicina da Universidade da Pensilvânia, "antes dessas pesquisas, havia cinco genes de 'início tardio' aceitos". Por e-mail, ele disse que "agora, há mais cinco: MS4A, ABCA7, CD33, EPHA1 e CD2AP". Cerca de 90% dos casos de Alzheimer são os chamados de "início tardio", isto é, que afetam pessoas com mais de 65 anos. A probabilidade de desenvolvimento dessa forma da doença dobra a cada cinco anos.

Schellenberg explicou que a identificação das partes do DNA que contribuem para o mal de Alzheimer aumenta "nosso entendimento do papel da hereditariedade neste início", acrescentando que outros genes certamente ainda terão de ser descobertos. Mas Schellenberg disse que a maior contribuição será na compreensão dos mecanismos por trás das causas do Alzheimer. "Esses genes destacam novos caminhos essenciais para o processo da doença."

O último objetivo, segundo Schellenberg, é criar medicamentos que possam interromper ou até evitar o progresso da doença. Para isso, "biólogos moleculares que trabalham nos mecanismos da doença agora precisam descobrir exatamente como esses genes se ligam ao processo do Alzheimer". Os tratamentos atuais são apenas "marginalmente eficientes" ao mascarar sintomas ou desacelerar o avanço inevitável da enfermidade, de acordo com Schellenberg.

O mal de Alzheimer afeta 13% das pessoas com mais de 65 anos no mundo e até 50% dos idosos com mais de 85 anos. Especialistas estimam que, conforme as populações dos países ricos envelhecerem, o número de afetados no mundo deve dobrar para mais de 65 milhões até 2030. As informações são da Dow Jones.

Descaso e desrespeito com idosos.

http://noticias.r7.com/videos/veja-os-flagrantes-de-descaso-e-desrespeito-com-idosos-na-grande-reportagem/idmedia/f685e4314615bac1c8bc24a15d7f7508.html